Freguesia da Batalha

Onde se semeou história e se colhe cultura

A Cecília Calé Gaspar (e ao Rancho Rosas do Lena)

A Cecília Calé Gaspar

(e ao Rancho Rosas do Lena)

Quem não te conhece, senhora?

À Cultura te dedicaste,

Com alma, entrega e alegria.

Tantas actividades organizaste,

O mastro da Cultura alteaste,

Na nossa freguesia!


Senhora, onde obténs as forças,

Para tais feitos realizar?


Com habitual dedicação te irmanaste,

Ao Rancho Rosas do Lena:

Verdadeira alegria, da nossa freguesia,

Sito na Rebolaria!


Medalhas e louvores,

Para a Batalha conquistaram:

O nosso brasão a outros países levaram,

As nossas danças mostraram,

E encantaram.

O nome do Rancho se espalha,

Exímios dançarinos, cantores e tocadores,

Que honra para a Batalha!


Mãos dadas a outro benfeitor,

José Travassos Santos, nosso orgulho,

Quantas actividades este Rancho dinamizou:

Colheitas de milho,

Vindimas,

Mostra de trajos e cancioneiro.

E, sabeis que mais?

Nem lhes faltou recriarem,

Os jogos tradicionais.


Nunca mais o Rancho parou!

Continua na actualidade.

Já não estais na direcção, senhora.

Mas fui testemunha, espectadora,

Que para um conselho ou orientação,

Manténs toda a disponibilidade.

 

Senhora, onde obténs as forças,

Para tais feitos realizar?


Estás lembrada ainda, senhora,

A difícil missão,

Que a cabo tiveste que levar?

Esta batalhense que vos elogia,

Sangue na guelra ela teria,

Mas com sincera paciência e alegria,

As casas da Madalena e da Cultura lhe mostraste,

Tudo lhe explicaste,

E que tarefa, senhora, que enfrentaste!


Afinal a moça, vivaça e atrevida,

Pouco ou nada percebia,

Dos instrumentos agrícolas, e de carpintaria,

Que o Museu da Rebolaria,

No seu interior albergava.

Dizias palavras estranhas:

Escopro, graminho, arco de pua!

E a jovem estremecia.

Olhava os instrumentos:

A utilidade de alguns, até compreendia.

Mas, Deus do Céu!

Barbilho, para que servia?


Acorreu, em precioso auxílio,

Ramiro, vosso marido,

Que com bonomia, tudo lhe explicava.

Mas pensava:

“O raio da rapariga!

Tão pouco percebia,

Destas alfaias, e utensílios de carpintaria,

Que até seu bisavô manejava!”

 

Belos dias foram passados,

Na vossa companhia.

No final, a jovem já dominava,

Tradições e costumes da freguesia.

E até já o barbilho,

Ela sabia para que servia.


Senhora, onde obténs as forças,

Para tais feitos realizar?


Por tudo isto, senhora,

Esta homenagem vos quis dedicar,

Saúde e felicidade vos desejo,

Continuai com vosso lampejo,

Na nossa freguesia,

Vosso lar.